A Sociedade Civil Organizada, dentre suas várias potencialidades e possibilidades, permite que os cidadãos expressem anseios, críticas, reinvindicações e contribuições às autoridades constituídas de forma legítima sem prejuízo à sua individualidade e possíveis perseguições e retaliações de governantes passageiros.

As entidades representativas, sejam Sindicatos, Associações, Conselhos e congêneres devem se colocar na vanguarda de seus membros que comungam dos mesmos interesses e precisam de algo que lhes dê suporte nas áreas das respectivas competências, em face de suas demandas tempestivas e justas. Infelizmente alguns dirigentes confundem suas atribuições estatutárias e fazem uso dos cargos que ocupam para benefício próprio, ignorando os pleitos de seus representados.

Com esse pensamento, de preponderar sempre o coletivo, nos apresentamos como AETN – Associação Empresarial Tancredo Neves, abrangendo o Loteamento Metropolitano e região adjacente. Tal localidade, hoje é marcada como o mais pujante centro empresarial e econômico de Salvador; porém não recebe as devidas contrapartidas sociais, tributárias e financeiras que faz jus.

As inúmeras empresas sediadas nas dezenas de edifícios do mencionado sítio recolhem diariamente aos cofres públicos um numerário expressivo e quase nada lhes é devolvido sob a forma de serviços públicos; não existe uma programação de manutenção e conservação que beneficie o metro quadrado mais caro da Bahia. Um verdadeiro descaso de zeladoria em que não se vê o básico como: varrição das ruas, iluminação, preservação de áreas verdes, calçadas decentes, regularização e licenciamento dos ambulantes, recuperação asfáltica, etc.

A única intervenção da PMS está se dando agora com a ocupação da derradeira área verde pública e construção da futura sede da Transalvador, agredindo o meio-ambiente e poluindo a atmosfera, além de, em breve, contribuir para a piora do congestionamento e da segurança. A obra em si localiza-se na Rua Alceu Amoroso Lima, esquina com a Rua Frederico Simões, margeando o Rio Camarajipe. A empresa que adquiriu o extenso terreno, após insucesso na exploração de estacionamento firmou contrato, no final de dezembro de 2020, com a Administração Municipal numa transação no mínimo questionável.

A AETN tomou as providências que cabiam, acionando o Ministério Público e dando conhecimento ao GAMBA, Grupo Ambientalista da Bahia, que reconheceu a gravidade do problema e acionou a justiça pedindo a paralização e demolição das obras. Anexo, um abaixo-assinado para o vosso conhecimento e adesão.

Cordialmente,

Luiz Blanc – Associação Empresarial Tancredo Neves.